Descobrindo: JAZZ

Nunca tive oportunidade de conhecer Jazz a fundo. Mas já ouvi algumas histórias sobre ele – não muitas, infelizmente, porque o que ouvi chegou-me há relativamente pouco tempo, e só agora me decidi a partir à sua descoberta, numa busca por todas as suas histórias. Leia o resto deste artigo »
The Devil Wears Prada
Pronto, pronto… eu sei! E até entendo o porquê deste filme ser daqueles que muita rapaziada rotulará como filme para o sexo oposto. Sei, sem grande esforço, descortinar as razões que tornam este filme numa vítima fácil para que se lhe cole a etiqueta “ATENÇÃO: Filme de gaja – NÃO VER!”. Mas também sei o porquê do uso desse rótulo. E digo-vos o porquê desse mecanismo, porque compreendo-vos – bolas, sou um de vós!
Afinal, qual é o homem… másculo, seguro da sua virilidade, consciente do que está certo e do que está errado em ser-se homem, que está convencido de que gosta de curvas, de chafurdar, de suar, de dizer palavrões…qual é o Homem, assim com H grande, que se entrega a um filme com Prada no título? E ainda por cima, depois de tirar as dúvidas, depois de ter visto o trailer e de ficar com a certeza de que o filme é mesmo sobre moda, roupa e acessórios,… que homem vê este filme? Qual é o homem que ia ver um filme que tivesse um cartaz como este?

Descobrindo: YANN TIERSEN
Há uma banda sonora que não me canso de ouvir, por todas as razões que justificam tal hábito em ouvir uma música que serviu de fundo ao decorrer de uma história contada em filme: pelas recordações, imagens que se despertam quando a melodia a elas associada começa a invadir o espaço que ocupamos e que parece pouco, para as inúmeras emoções que se soltam, que nos preenchem e nos fazem sorrir quando estamos sozinhos, a apreciar aquele momento só nosso. Por vezes, até se soltam lágrimas que nada poderão ter a ver com a tocante música que ouvimos. Apenas estados reprimidos que também se libertam nesse momento, acontecimento para alguns raros, íntimo e até idiota, como sempre o é quando se afrouxa o aperto no orgulho, na segurança e nas cordas que prendem a capa que nos protege e oculta. Todos teremos uma banda sonora, um albúm, um conjunto de músicas que surte esse efeito, que mexe connosco, que nos move e comove. A minha banda sonora é sem dúvida a do filme “Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain”, criada pelo genial Yann Tiersen. Leia o resto deste artigo »
Michael Nyman
“The Heart Asks The Pleasure First”
E não digais que não vos educo…
O Domínio Da Bolacha Maria
Meu caro Puppet…
Tantos tormentos nessa tua cabecinha sem franja… imagino as noites passadas em claro a pensar em B.C.
“Quem será? O que faz aqui? Porquê a Soul?”
Lembro com saudade os lanches de 1982… na casa da bela Serra da Estrela. A adornar a mesa uma toalha meio carcumida pelas traças, aquele cheirinho a naftalina… e os copos de leite pousados nela. Sim, o nosso lanche não passava disto e foi numa dessa tardes que desvendei ao Solignator um dos meus segredos mais bem guardados… o porquê das bolachas Maria ( e não, não falo das Marias Gordas e sim das tradicionais, nem muito gordas nem mto magras) acompanharem o copo de leite.
“Pois bem…”- disse eu- “Vais ter que tirar 3 bolachas do pacote e juntá-las, uma a uma, como se fossem três moedas de 2 euros (repare-se que, em 1982 ,a moeda única ja tinha sido implementada…). O leite não pode estar nem muito quente nem muito frio. Nem muito quente porque se molhares as bolachas, as três vezes certas no leite, desfazem-se e causam o horror dos horrores, papa de bolacha. Nem muito frio porque depois tens que molhar umas 5 vezes e aí cansas os dedos, as mãos, os braços, enfim…”
Ele muito atento, nem piscava os olhos.
Continuei com a dita explicação.
“Agora, com três dedos, agarras nas bolachas e molhas no leite três vezes. Levas à boca e… mastigas (pouco, verdade mas mastigas).
Terás que repetir isto três tardes seguidas, porque imagino que ja não te recordes destas aventuras…
É o desafio que te proponho.
P.S.- A caneca de leite no microwaves em 40/45 segundos, se o pacote tiver sido aberto na hora. 50/55 segundos se estiver no frigorífico. Ah e não se pense que uma Maria Gorda equivale a três das tradicionais… isso é um mito para o insípido preguiçoso. Aliás… o sabor não é igual.
Jake Shimabukuru
Caraças, este senhor domina. Agradeço desde já ao Vexille (e novamente) por me ter dado a conhecer este virtuoso: