Senhores e senhoras: YOSHIDA BROTHERS!
Caraças, quem não estava à espera de ver juntas a música tradicional nipónica com outra de estilos mais modernos? Não muita gente… mas eu estava! E é um mimo isto:
O meu obrigado ao Nuno (que de certeza que não vai ler isto) por partilhar Yoshida Brothers comigo.
Lover Jesus
O que se descobre por aqui…
Já há algum tempo que me tinha apercebido que o Cristianismo e o Sexo andavam de mão dadas e nunca num jeito nobre, espiritual, poético, sentimental ou profundo mas sim em impulsos declinantes para o que seria uma evolução positiva do Homem. Não me foi difícil constatar isso, depois de tantos casos de pedofilia com padres metidos lá pelo meio – faço aqui a ressalva de que não vejo o mal da pedofilia como essencialmente cristão ou católico, mas que o suposto celibato dos shôres padres ajuda a cair nessa tentação de amar demasiado os petizes, ajuda! Não me venhais dizer que não. Ide antes rezar três pais-nosso e vinte avé-marias que, de certo, que também vós haveis pecado…
Mas o que descobri hoje vai além do que estaria à espera de encontrar no lado mais negro e podre da Cristandade. Há por aí um culto que tem como figura o miraculoso Jesus, mas que leva os “ensinamentos” do messias um pouco além do que costuma ser convencional. Tudo bem que é bonita a mítica frase “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. E até é fofo saber que Jesus tinha um carinho especial pela canalha, que até se fez uma música relembrando este traço da personalidade bondosa do filho de deus com um: “«Deixai vir a mim as criancinhas», dizia Jesus com ternura na voz…”. Porém nunca, nem mesmo bebâdos, iríamos ser capazes de levar estas ideias à letra e tomar o salvador como amante de todo e qualquer homem ou mulher, ou como grande adulador da tenra idade (e do tenro corpo, também) da pequenada. Sim senhor, amar mas no sentido mais poético da coisa. Agora, pedir ao messiânico carpinteiro para me preencher totalmente e não no mesmo sentido poético que retirava anteriormente do amor de Cristo? Não obrigado…
Mas há aqui pela ‘net quem peça isso mesmo… Deprimente não é? Mais valia pedir não ao Senhor deus pai(e aponto para cima) mas ao senhor… Abílio Esteves, de 60 anos e solteirão, que costuma usar camisas cor-de-rosinha e de chamar os meninos por: “Oh filha…” .
Ai, os homens! E raisparta os blogs…
Um homem não precisa de muito para se desviar da sua conduta mais digna ou do seu dever. Só precisa que lhe excitem o… interesse, que depois mais nada importa. Acontece comigo e contigo também, potencial assíduo leitor deste espaço, não digas que não. Basta que sintas uma oportunidade única de satisfazeres uma dessas fantasias que te contaminam a mente, que entusiasmam o teu mais-que-tudo e já não queres saber de mais nada. Toma este exemplo de um senhor de nome James Randy Moss, elemento da patrulha de Tennessee, que ao fazer parar uma tal de Justis, descobre que esta estava na posse ilegal de uns comprimidos para as dores, ficando também a saber, depois do choro e do pedinchar, que a pobre era uma actriz porno em viagem, de nome artístico Barbie Cummings (nome bem escolhido e apropriado para a “profissão”, diga-se…; incrível a originalidade das pessoas ligadas a este meio, que não há muito tempo descobri que há outro “In Diana Jones”).
Mas agora conhecendo este pormenores do James & Barbie, diz-me o que é que tu farias numa situação destas? Qualquer coisa como dizer à Cummings: “Oh, não chore mais, menina, que isto vai-se resolver pelo melhor. É que em situações destas, em que eu tenho pena e até compreendo as pessoas, costumo ser bom rapaz. Ontem, parei um merceeiro e ele enheu-me o frigorífico. Anteontem, um dentista, que me arranjou os dentes. Há dois dias, um informático que me arranjou o p. Vai ver que se arranja solução para si, também…” Pois, foi o que o tal James fez, mas não sem antes consultar o site desta profissional do fazer-o-amor no portátil, juntamente com ela no veículo da patrulha, para depois pegar na câmara da polícia e ir para um lugar mais recôndito para a Cummings lhe prestar os serviços próprios da sua ocupação. O pior foi que a história depois foi partilhada na web pela própria, no seu blog, com fotos do momento de troca de favores, tiradas e enviadas pelo shôr guarda Moss. Agora, vão ambos a tribunal e a actriz não se livrou da multa, que vai ter que a paga na mesma.
Digamos que, da parte dele, foi de rapaz arregougado… Dela, pronto, não há porquê usar a ironia para a ofender, até porque loira e com aquele tipo de trabalho não se esperaria outra coisa… Ele há coisas parvas!
Descobrindo: JAZZ

Nunca tive oportunidade de conhecer Jazz a fundo. Mas já ouvi algumas histórias sobre ele – não muitas, infelizmente, porque o que ouvi chegou-me há relativamente pouco tempo, e só agora me decidi a partir à sua descoberta, numa busca por todas as suas histórias. Leia o resto deste artigo »
The Devil Wears Prada
Pronto, pronto… eu sei! E até entendo o porquê deste filme ser daqueles que muita rapaziada rotulará como filme para o sexo oposto. Sei, sem grande esforço, descortinar as razões que tornam este filme numa vítima fácil para que se lhe cole a etiqueta “ATENÇÃO: Filme de gaja – NÃO VER!”. Mas também sei o porquê do uso desse rótulo. E digo-vos o porquê desse mecanismo, porque compreendo-vos – bolas, sou um de vós!
Afinal, qual é o homem… másculo, seguro da sua virilidade, consciente do que está certo e do que está errado em ser-se homem, que está convencido de que gosta de curvas, de chafurdar, de suar, de dizer palavrões…qual é o Homem, assim com H grande, que se entrega a um filme com Prada no título? E ainda por cima, depois de tirar as dúvidas, depois de ter visto o trailer e de ficar com a certeza de que o filme é mesmo sobre moda, roupa e acessórios,… que homem vê este filme? Qual é o homem que ia ver um filme que tivesse um cartaz como este?

As Pequenas Coisas
Não sei se é lei deste universo que um homem deva, pelo menos uma vez em toda a sua vida, reconsiderar o caminho que escolheu para si mesmo. Não sei, mas se existir uma lei assim que obrigue a vida a parar ao menos uma vez, por breves instantes, para que tenhamos tempo para reflectir, se existir tal norma cósmica é estranho que a minha vida, no mínimo dos mínimos, já se tenha detido cinco vezes – e ainda não estive sequer ao alcance de uma unhada dessa ladra de almas que é a Morte. Leia o resto deste artigo »
Descobrindo: YANN TIERSEN
Há uma banda sonora que não me canso de ouvir, por todas as razões que justificam tal hábito em ouvir uma música que serviu de fundo ao decorrer de uma história contada em filme: pelas recordações, imagens que se despertam quando a melodia a elas associada começa a invadir o espaço que ocupamos e que parece pouco, para as inúmeras emoções que se soltam, que nos preenchem e nos fazem sorrir quando estamos sozinhos, a apreciar aquele momento só nosso. Por vezes, até se soltam lágrimas que nada poderão ter a ver com a tocante música que ouvimos. Apenas estados reprimidos que também se libertam nesse momento, acontecimento para alguns raros, íntimo e até idiota, como sempre o é quando se afrouxa o aperto no orgulho, na segurança e nas cordas que prendem a capa que nos protege e oculta. Todos teremos uma banda sonora, um albúm, um conjunto de músicas que surte esse efeito, que mexe connosco, que nos move e comove. A minha banda sonora é sem dúvida a do filme “Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain”, criada pelo genial Yann Tiersen. Leia o resto deste artigo »
Voltei, voltei… voltei de lá!
Ainda agora estava em Desesperança mas agora já estou cá! – isto alterando a bela música de Marante, que serve agora de divisa do meu regresso. Alterada sim, mas com um propósito: o de permanecer um pouco original, na tentativa de ser tão brilhante como o cantor que se lembrou desta fórmula para saudar aqueles que souberam esperar por nós!
A toda a comunidade cibernáutica que não lê isto, peço as minhas mais sinceras e sentidas desculpas, mas tive que voltar… para vosso mal… Por onde andei? Que fiz eu durante este tempo? Porque é que me afastei? Hmmm, história comprida, que me levaria a escrever muito e talvez demais (se é que esse é um estado que se alcance…). Com verdade, nem sei onde me deixei, quando me ausentei deste lugar. Mas deixei-me algures, porque volto diferente, não necessariamente melhor…
